Hoje, mais do que nunca, me sinto forte.
Forte porque sei que o mundo que me aguarda lá longe, lá fora, é duro, difícil, seletivo e que para enfrentar tudo isso não estou só.
Sei que mesmo meu futuro dependendo principalmente de mim, eu tenho braços e pernas que apoiam, mentes e corações que torcem por mim, hoje mais do que nunca.
E é hoje, agora, no fim de novembro, nesse quase fim de ano, que eu me recordo das coisas que nunca vou esquecer, a não ser que seja para recordá-las novamente.
Nunca esquecer mesmo.
Os abraços que dei este ano, os beijos e os sorrisos, foram sem dúvida os mais sinceros.
Os mais confiantes, os mais fiéis.
Eram abraços que queriam dizer: tô contigo.
E diziam.
As risadas que dei, os momentos, as emoções.
E quantas emoções!
É inimaginável esquecer o quanto cresci, amadureci, caí, levantei e aprendi neste ano.
As lágrimas que despejei hoje formam o rio que navego, certa de que haverá meandros, mas que terei remos para me ajudar.
Os amigos, o colégio, o aprendizado.
Nunca vou esquecer a Coringas, o laço forte, a perseverança, a fé, o trabalho, o esforço.
Nunca vou esquecer do sorteio, do 'sai da frente', das reuniões com os ex alunos, do quanto a gente xingava e amava eles, e o quanto eles acreditaram em nós.
A Coringas foi sem dúvida, o teste, a provação de que eu posso sentir e pensar em coletivo.
Foi a certeza de que quando realmente se quer, realmente se vai longe.
Realmente se GANHA. Sim, eu ganhei.
E não foi troféu ou dinheiro. Não. Ganhei coragem, força, amizade, carinho, união, e o certificado de que 'unidos venceremos'.
Nunca vou esquecer o ódio que passei a sentir da Cor Amarela durante uns seis meses (hoje a cor sem problema, só certas músicas de pagode não me descem), não vou me esquecer do quanto chorei, sorri, desejei, esperei, batalhei e tive fé, das vezes que fiquei sem comer pra me reunir, das vezes que tive que engolir pessoas mal educadas que não poderiam ''por favor, doar um kg de alimento?''.
Nunca vou esquecer dos amigos que fiz, das pessoas que entraram na minha vida, das festas, dos acontecimentos marcantes na escola, em casa e na vida.
Não, não vou me esquecer NUNCA de Márcio Passos, Dona Edna, Tio Cuzinho.
Jamais me esquecerei de Erasmo, do Porto da Barra, do Mc Dia Feliz.
Não vou me esquecer dos pedágios, da prova de encerramento, de Doutor Gervásio, da Nanotecnologia, do carinha da KKK e o nazista que saiam do espelho...e de Norambo.
Jamais me esquecerei do ''SÓ VOTAR?'' do INSANÍSSIMO, do LALALAIÁ.
Não vou me esquecer do arrastão no corredor.
E Hamilton? Não, realmente não tem como.
Também vou sempre lembrar de Bruninho, do futsal, da Terça-feira feliz.
Não vou me esquecer das fugas, das histórias e dos momentos de 'sofrimento' compartilhados com as minhas amigas. Não tem como esquecer certas coisas.
E hoje, mais do que nunca, gravo-as aqui e em minha memória, junto com tudo o que tenho guardado de bom e de ruim.
Tudo o que guardo deste ano, que foi, sem dúvida, O melhor.
Às pessoas que Amo, as que fizeram desse ano o mais marcante, desejo tudo de bom e aqui vai o meu agradecimento junto com o pedido de que por favor, contem comigo.
E vamos juntos, para vencermos...mais uma vez.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Ano Luz
por
Nat
às
1:19:00 PM
9
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
O Mestre
Era um maltrapilho, um desvairado. Usava apenas um terno surrado, sujo, fétido, rasgado. De onde vinha e pra onde ía, eu não sei, só sei que ele chegou.
Chegou me oferecendo uma vírgula, me mostrando os parenteses e me alertando sobre os pontos finais. Me mostrou a grandeza de uma folha, a pequenez de um milionário, a nobreza de um bêbado, a sabedoria de um louco.
Virou minha cabeça, inverteu meus valores usando apenas sua voz, seu gesto, seu toque enigmático, seu ar.
Chegou assim. Revolucionou, apanhou, chorou, sofreu, sorriu.
E que sorriso admirável!
Fazia de um cantar de pássaro uma orquestra, do amanhecer seu sarau.
Me ensinou a viver, a valorizar, a buscar os simples prazeres da vida. Me disse para me perder, alegava querer se encontrar. Me fazia questionar o todo, o tudo e a todos. Me fez querer mais, me fez perder a bússola ao passo que me fez encontrá-la dentro de mim.
Me ensinou a humildade, me encorajou à bondade, me apresentou a gentileza.
Acendeu a esperança, cultivou uma semente.
Me vendeu um sonho.
Salve o mestre, os sonhos, aos vendedores.
por
Nat
às
3:20:00 AM
6
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
Essencial
O que busco é o que admiro. O que pretendo e tenho como objetivo é o que sonho.
E o que sonho e admiro? E o que busco e pretendo?
Duas coisas.
Talvez três.
A primeira: a humildade.
A segunda: a humildade.
A terceira? A humildade.
Aí vem você e me pergunta o porquê de desejar tamanha singeleza e simplicidade pra toda vida.
E eu lhe respondo um tanto áspera, um tanto realista, um tanto humilde.
Você já parou pra comparar o seu tamanho em relação a Mãe Natureza, ao Universo e ao Tempo ?
Se parasse um segundo perceberia O QUASE NADA que você é.
Você é uma poeira, um grão de areia, um fio de cabelo.
Ou ainda menor, um pedaço de um fio de cabelo. Se reconheço que sou tão pouco em relação ao universo, vejo que sozinha sou APENAS um grão.
Agora imagine um grão de areia arremessado em alguém.
Quão danoso isso seria? 0,0000000001 milésimo de dor?
Pouco, sim.
Mas imagine um punhado de grãos.
Mais forte não ?
Daí concluo que sozinha sou um grão, um nada, pó.
No coletivo sou muito, ativo, efetivo, agente, significante, vivo. No conjunto sou muito.
Eis o meu desejo de ser humilde e reconhecer o quanto preciso do outro.
Queria eu que esse meu sonho de Humildade se estendesse ao Universo.
Ah, tão bom seria...
Mas, sou só um grão. Um grão vivo...sonhando por Humildade nos corações, nas vidas, nas atitudes, na mão que estendemos e que puxamos quando caímos.
Humildade, na vida, pela vida, para a vida.
por
Nat
às
5:35:00 PM
7
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